É mais difícil matar um fantasma, do que uma realidade....

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Poderia...

Poderia dar...um  tudo, um tudo de nada, um nada de um  muito...
O que será um muito para quem não quer nada...ou não sabe quantificar o que quer....
Poderia ter...o mundo, se o mundo se resumisse ao meu tudo, e o meu tudo fosse apenas,
Um ser...
E dou um tudo, e tenho um ser...só não tenho o mundo, porque não se resume a esse simples querer....
Poderia olhar, profundo, ver num ápice a minha vida, decidir fazer dela derrota ou vitória,
batalha ganha ou perdida...
Poderia sonhar, sem limites, viver a vida sem trâmites, cair sem medo...fechar os olhos, e deixar-me ir...flutuar, sem recear o que me espera ao aterrar...
Posso pedir, sem demora, que alguém, algures...por aí fora...aceite o que tenho para dar sem temer, posso dar voluntariamente e viver, posso ser recompensada, com o gesto voluntário de quem me quiser bem...
Posso parar, e não dar tudo, não viver o momento pelo seu todo, e a entrega de mim não ser total...
Posso fazer tudo isso, sem hesitar, mas quero que ao fazê-lo, no final, ainda seja eu mesma...
Posso dar um tudo, ser um nada, mas ser eu, que jamais a minha entrega, seja infundada...
E sim, valer o nada que é tudo, sempre que der de mim, e que o que dou seja unico, porque é meu...e eu quero sentir....assim.
E quem tenha o que dou de mim, valorize, porque é meu, porque não posso dar a lua, a terra ou o céu, mas o que entrego é genúino...é meu....*

Raquel Tavares

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fim.

Dizem...tudo o vento leva....e levou...baixinho.....em surdina...
Quero ficar só...num cantinho, bem pequenino...
Quero tirar todos os olhos de mim...nada significam, eram os teus...
Deixem-me chorar baixinho...que caiam lagrimas sem um ruído...
De repente, sou pequenina...algo impensável, nesta altura, depois desta vida...
Deixem-me ficar quietinha, para que nada me doa, nada me queime
Para que feche a ferida...
Realmente a ignorância, a ilusão, a impulsividade, não tem idade...
Que inocência acreditar que nos controlamos, que nos limitamos...
Quero respirar fundo...afinal, eu sou dona de mim...mais do que ninguém, fui e serei sempre.
Já não me lembrava que doía, como doía, porventura já nem me lembrava que sentia...
Bem, pelo menos aínda sei que sinto, que não morreu tudo cá dentro....
É como dizem, tem que morrer algo, para que algo nasça....
Agora, só quero mesmo ficar quietinha....

Raquel Tavares

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vida...

Voar, voar com o vento...
Descer á terra e repousar...em teu corpo...
Como um alento....

Saltar, saltar com alegria...
Fazer do eco uma poesia, de letras soltas
Uma melodia...

Remar, remar contra o tempo...
Viver o tudo, em um só momento
Criar alegrias, destruir sofrimento...

Acaricíar, acaricíar com ternura...
Tornar um simples toque, num acto de pura
Pura loucura...

Sonhar, sonhar sem medo...
Fazer uma porta para a tristeza, de um rochedo
Mesmo sofrendo...

Ser louca, mesmo de viva loucura...
Criar em devaneios um misto de ternura
Que perdura...

Ser minha, ser simplesmente tua...
Tornar uma fé, numa crença
Que o tempo, o tempo...
Tudo cura...

Desabafo.

Não vou escrever um poema...talvez, um desabafo?...
Gostaria de saber...o que serei para ti? Um ponto de viragem...mais um ponto de passagem?...Talvez...
Não....não há talvez...há certezas...sim....só um ponto de passagem...jamais um ponto de viragem.
Deveria haver uma máquina do tempo...deverias conseguir ouvir cá dentro...sons que os ouvidos não conseguem ouvir...neste momento...lamentos que não sei expressar...
Queria dizer-te baixinho...que estaria para sempre, que quando não estás, de mim mesma estou ausente...
Será tão difícil sentires?...Não...simplesmente não queres....simplesmente não tenho direitos...nem deveres...
Agora sei...não sabes ler os meus olhos, não sabes entender os meus gestos...não me conheces afinal...e eu jamais te conhecerei...
Esquecer-te? Não...o bom, nunca esquecerei...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Queria....

Queria...queria poder...
Queria poder amar....amar sem me conter...
Queria saber amar...amar-te sem te ter....
Queria chorar ...sem temer...
Queria deixar...deixar de sentir...
Queria deixar-te....deixar-te partir....
Queria arrancar-te....sem piedade....
Não sentir o vazio...a imensidão...a maldade....
Queria esquecer...queria que tudo pudesse....desvanecer....
Queria poder....poder explicar.....
sem mal entendidos...sem tormentas....sem lugar...
Queria não te querer...sem hesitações....sem mágoas....
Simplesmente....
queria poder.....

Winter...


No rain today.....just cold...
I´ve walked the streets..the cold didn´t allow me to breed well...
Can you hold me just a litte? Just a little and than vanish forever?
Can you trust me just a little?Just a little and then i don´t want to see you ever....
Do you feel any guilt?Does our kind know what that is?...
I want to close your eyes...get away from the cold...protect you from the coming storm...i will rest too...i will be here....just hearing the wind...
He use to tell me where he goes...he use to tell me where he leads me...
It´s always the wind...always the cold....each time...time to reborn...
Can you tell them to go away? For once again to let me stay?...
I´ll rest than...just rest...

You...

I close my eyes
and my journey begins.
A journey into darkness.
Deep, deep silence,
where nothing exists
(but my thoughts)
not even you exist there!
My mind floats away from my body,
into an abyss.
And the journey begins.
I see nothing but you.
I think of everything,
I think of nothing.
Just when I think I am ready to return,
I am trapped.
trapped inside my own head,
I can hear myself think!
Just as I begin to question
the existence of my thoughts..
I open my eyes..
And the journey begins again.